Teresina
Nascida a partir de um povoado de pescadores, Teresina só virou capital em 1852, no lugar de Oeiras, que fica bem no meio do sertão. Passando a abrigar o governo provincial, seu nome deixou de ser vila do Poti em homenagem à imperatriz Teresa Cristina, esposa de D. Pedro II. Suas ruas encravadas na embocadura dos rios Parnaíba e Poti, que banham a cidade. Na época da seca - entre setembro a dezembro - formam-se bancos de areia nas margens dos rios ou das ilhas. Chamados de coroas, essas áreas são muito procuradas por banhistas que querem escapar do calor escaldante do sertão piauiense. Outra alternativa são as piscinas e as áreas verdes nas margens do Rio Poti.

No centro da cidade destacam-se a Igreja São Benedito (1886), tombada pelo patrimônio histórico; a Igreja Nossa Senhora de Lourdes (1961) que abriga esculturas dos mestres Dezinho e Expedito, dois dos mais famosos santeiros do Piauí e do Brasil; o Theatro 4 de setembro (1894); o Museu do Piauí, um casarão que foi Palácio da Justiça; o Palácio de Karnak, palácio do governo, com paisagismo original de Burle Marx.

Durante o ano, em duas ocasiões a cidade se transforma. Primeiro, na última quinzena de junho, ocorrem os Festejos de São Pedro, que começam no Parque Poticabana, com um encontro nacional de folguedos, reunindo dezenas de grupos folclóricos de todo o Brasil. No dia de São Pedro (29 de junho) a festa termina com procissão fluvial pelo rio Parnaíba. Em agosto, há mais de 24 anos, é a vez do Festival de Violeiros e Cantadores do Nordeste, quando dezenas de duplas de violeiros e cantadores se revezam durante duas noites seguidas.